Sobre a Revista
Cathólica é a revista interdisciplinar da Faculdade Católica de Belém (FACBEL), dedicada à publicação de artigos científicos, resenhas e traduções produzidos por pesquisadores pós-graduandos e pós-graduados brasileiros e estrangeiros. No caso de trabalhos que incluam autores ou coautores graduandos ou graduados, recomenda-se que as submissões sejam direcionadas à Revista de Iniciação Científica da Faculdade Católica de Belém, vinculada à mesma instituição de ensino superior.
O público-alvo da Cathólica é composto por docentes, estudantes e demais leitores interessados em Humanidades, particularmente em discussões filosóficas, teológicas, jurídicas e educacionais, em sentido amplo. Para garantir a qualidade acadêmica de suas publicações, a revista conta com um Comitê Científico reconhecido em cada uma dessas áreas, responsável por assegurar a qualidade e a integridade acadêmica das publicações.
Processo de avaliação
Todos os manuscritos científicos submetidos à Cathólica serão enviados a pelo menos um parecerista, selecionado com base em sua área de especialização e/ou afinidade com o tema do trabalho. Caso seja reprovado para publicação, o manuscrito será submetido a uma nova avaliação por outro revisor. Em caso de divergência entre os pareceres, um terceiro avaliador será consultado para a decisão final.
Para garantir a confidencialidade da identidade dos autores, adota-se o sistema de revisão duplo-cego (blind-review), no qual os avaliadores não têm acesso à identidade dos autores, apenas ao conteúdo do texto, assim como os autores não saberão a identidade dos pareceristas de seu material.
Os pareceristas podem emitir três tipos de recomendações: (1) Aceitar para publicação; (2) Aceitar com sugestões de revisões/correções; (3) Rejeitar para publicação.
A análise dos trabalhos considera os seguintes critérios de avaliação: (1) Originalidade; (2) Contribuição para os debates nas Ciências Humanas e Jurídicas; (3) Coerência entre título, resumo, palavras-chave e conteúdo; (4) Relevância das referências utilizadas; (5) Relevância do tema; (6) Conformidade com a norma culta da língua portuguesa (ou do idioma em que o texto foi escrito); (7) Clareza da argumentação; (8) Cumprimento dos objetivos propostos pelos autores.
Os autores podem fazer ajustes com base nas recomendações dos revisores, e a publicação do texto está condicionada à correta implementação dessas sugestões.
Cabe ressaltar que, caso os revisores identifiquem conflitos de interesse envolvendo a instituição que sedia a revista, membros do Comitê Científico-Editorial, conteúdo que viole os direitos humanos ou o Estado democrático de direito, ou mesmo plágio, autoplágio ou uso indevido de IA, os editores poderão interromper o processo editorial.
O processo de avaliação é estritamente confidencial. Em caso de parecer desfavorável, o manuscrito será devolvido ao autor. Somente o editor/coordenador editorial tem acesso à identidade dos autores e ao conteúdo integral das revisões.
Para publicação na Cathólica, é exigida titulação mínima de Especialista, inclusive para coautores.
O tempo médio entre a submissão e a publicação é de 6 a 12 meses, variando de acordo com o processo de avaliação, a disponibilidade dos pareceristas e o tempo necessário para eventuais revisões feitas pelos autores, conforme o parecer emitido.
Após a publicação em uma edição, novos artigos dos mesmos autores só podem ser publicados após o intervalo de uma edição (ou seja, considerando a periodicidade semestral da revista, um ano após a publicação do texto anterior).
Periodicidade
Cathólica aceita artigos, resenhas e traduções de forma contínua, permitindo que os autores submetam seus manuscritos a qualquer momento, sem a necessidade de aguardar prazos específicos. Esse modelo torna o processo editorial mais ágil e dinâmico, promovendo a rápida disseminação do conhecimento científico.
Com esse fluxo contínuo, os artigos são avaliados assim que submetidos, seguindo todas as etapas de revisão por pares e edição. Após a aprovação, os trabalhos podem ser publicados na edição seguinte e correspondente, otimizando o tempo entre a submissão e a publicação.
No caso de edições especiais (dossiês), especifica e excepcionalmente, as informações relativas às datas de início e término para submissão de manuscritos serão publicadas no site da revista e/ou através dos canais de comunicação oficiais da revista e da Faculdade Católica de Belém (FACBEL).
Direitos Autorais e a Licença Creatives Commons (CC-BY)
Os direitos autorais desempenham um papel fundamental na produção e disseminação do conhecimento científico, garantindo que os autores recebam o devido reconhecimento por suas contribuições intelectuais. Ao mesmo tempo, no contexto da ciência contemporânea — cada vez mais colaborativa, aberta e global — tornou-se essencial a adoção de modelos de licenciamento que equilibrem a proteção dos direitos autorais com a ampla circulação da informação.
Nesse sentido, a Cathólica adota a licença internacional Creative Commons (CC BY) como forma de promover o acesso aberto ao conteúdo publicado. Essa licença permite que qualquer pessoa leia, baixe, copie, compartilhe, distribua, imprima, adapte e reutilize os artigos, resenhas e traduções publicados, desde que seja dado o devido crédito aos autores e à revista.
Isso significa que, ao utilizar o conteúdo, o usuário deve citar corretamente o(s) autor(es) e indicar a fonte original da publicação. Essa prática não apenas respeita os direitos autorais, mas também fortalece a integridade acadêmica e a rastreabilidade do conhecimento.
Ao optar pela licença CC BY, o periódico reafirma seu compromisso com os princípios da ciência aberta, incentivando a colaboração, a inovação e a democratização do acesso ao conhecimento científico. Trata-se de um modelo que beneficia autores, leitores e a sociedade em geral, permitindo que o conhecimento circule livremente, de forma responsável e transparente.
Essa revista está licenciada pela Atribuição de Direitos Autorais Creative Commons 4.0 Internacional.
Diretrizes gerais para condutas éticas
A Cathólica: Revista Acadêmica da Faculdade Católica de Belém segue as recomendações do Comitee on Publications Ethics (COPE) com relação à ética em pesquisa.
Nos termos da Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1996, é responsabilidade do tradutor obter a autorização necessária para traduzir quaisquer manuscritos que não estejam sob domínio público.
Recomenda-se que no caso de pesquisas financiadas — como aquelas vinculadas a bolsas de pesquisa —, a(s) agência(s) de financiamento responsável(eis) pelo apoio ao trabalho científico sejam devidamente mencionadas.
Política antiplágio
O plágio constitui uma das violações mais graves da integridade acadêmica, comprometendo não apenas a credibilidade dos autores, mas também a confiabilidade da ciência como um todo. Em termos gerais, o plágio consiste na utilização de ideias, dados, métodos ou textos alheios sem a devida atribuição, seja por transcrição literal ou paráfrase. Em um ambiente científico transparente, original e rigoroso, tais práticas são inaceitáveis.
No Brasil, a proteção dos direitos autorais é garantida pela Lei nº 9.610/1998, que estipula que obras intelectuais não podem ser reproduzidas ou utilizadas sem a autorização do autor, exceto nos casos previstos em lei.
A Cathólica possui uma política rigorosa contra o plágio para garantir a integridade e a originalidade de suas publicações. Todos os textos submetidos passam por verificações de similaridade em diferentes etapas do processo editorial (na submissão inicial, após as revisões e antes da publicação), e, ao submeterem seus manuscritos, os autores declaram que seu trabalho é inédito e original (declaração de originalidade).
A equipe editorial da Cathólica é treinada para interpretar cuidadosamente os relatórios de similaridade, distinguindo coincidências aceitáveis — como termos técnicos, referências devidamente citadas e trechos metodológicos padronizados — de evidências concretas de plágio. Quando necessário, revisores ad hoc também podem ser convocados para avaliar casos suspeitos durante o processo de revisão por pares.
Após a submissão, casos suspeitos podem resultar em correção, rejeição ou investigação. Em casos confirmados de plágio após a publicação, a Cathólica reserva-se o direito de remover o artigo do site, publicar retratações e notificar as instituições de origem dos autores, em conformidade com as diretrizes éticas internacionais para publicação científica.
Com essas medidas, a Cathólica reforça seu compromisso com a ética e a qualidade científica, promovendo a produção de conhecimento confiável e transparente, com o devido crédito aos autores e à revista.
Política de Detecção do Uso Indevido de Inteligência Artificial (IA)
O uso de ferramentas de inteligência artificial (IA) expandiu-se rapidamente no contexto da pesquisa científica, oferecendo benefícios significativos, como o suporte à análise de dados. No entanto, o uso inadequado dessas tecnologias pode comprometer a integridade acadêmica, especialmente quando o material gerado por IA é apresentado como se tivesse sido produzido por humanos.
Na Cathólica, entende-se que o uso de IA deve ser ético e responsável. O uso indevido inclui, por exemplo, a geração automática de texto sem revisão, a criação de dados ou referências inexistentes, a omissão do uso de ferramentas de IA quando relevante e a substituição indevida do trabalho do próprio autor por textos criados por inteligência artificial. Tais práticas podem distorcer o registro científico e prejudicar a confiabilidade das publicações.
Para mitigar esses riscos, a Cathólica implementa e recomenda medidas específicas de verificação e transparência:
- Revisão editorial rigorosa para identificar inconsistências textuais, referências imprecisas ou padrões típicos de geração automatizada sem validação.
- Utilização de ferramentas para detectar conteúdo gerado por IA.
- Orientação para que os revisores considerem o uso ético da IA durante o processo de revisão por pares, especialmente no que diz respeito à originalidade e confiabilidade dos dados apresentados.
- Implementação de medidas em casos de uso indevido, incluindo solicitações de esclarecimento, revisão obrigatória, rejeição do manuscrito ou retratação após a publicação.
Responsabilidade da revista e dos autores
