Homilia da Missa com os “moradores de rua" Dom Cláudio Hummes, Legado Pontificio
Resumo
Meus irmãos e irmãs, quero saudar muito vocês que vieram a esta celebração, e de modo muito especial os mais pobres que aqui vieram em grande número, os quais nós queremos abraçar, pois são os mais sofridos da nossa sociedade. Saúdo também o senhor Arcebispo D. Alberto Taveira Corrêa, que está aqui conosco também celebrando; Dom Irineu, seu auxiliar, os demais bispos, os padres, os religiosos, religiosas, consagrados, consagradas, de modo muito especial também os diáconos, porque eles são ordenados para o serviço em primeiro lugar com os mais pobres, e muitos, muitos diáconos por este Brasil afora estão envolvidos, sim, no trabalho junto aos pobres. Nós queremos aqui lembrar todos os pobres do Brasil, porque este Congresso Eucarístico está representando toda a Igreja brasileira. Os Bispos que estão aqui estão representando todo o Brasil, e, juntos, nós, os Bispos, mesmo aqueles que não puderam vir, estamos de fato nestes dias pensando muito em como a Igreja deve ser presença hoje no Brasil; em quais são as coisas mais importantes que de nenhuma forma se podem deixar de lado. O papa Francisco sempre nos diz: “Uma Igreja missionária olha bem quais são as coisas mais importantes”. E isso é o que tem que ser feito. Depois, se ainda pudermos acrescentar as outras, vamos acrescentando. E o que é mais importante para a Igreja do que os pobres? É por isso que esta missa é também um momento forte deste Congresso, e com ela queremos dar força àqueles que estão trabalhando com os pobres, as CARITAS deste Brasil, as comunidades, especialmente as dedicadas aos mais pobres, as pastorais sociais, enfim, tantas forças... Os Vicentinos Antigos, que ainda hoje são uma força... (Eu não quero continuar citando porque eu vou esquecer alguns.) O fato é que há muito trabalho por este Brasil afora sendo feito, porque nós, a sociedade e a Igreja, temos uma dívida enorme para com os pobres. O Papa sempre nos lembra de que são milhões e milhões de pobres neste mundo, milhões e milhões de pessoas que gritam e que às vezes se cansam de fazê-lo porque não têm quem as escute. O Papa diz que a Igreja não pode deixar de ouvir o grito dos mais pobres. Não pode! Ela tem que dar prioridade a isso, e prioridade significa exatamente estar focado nesse grande desafio.
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