Catequese "Família consiste em um amar sem limites e sem fronteiras, como o próprio Cristo o fez e faz" Cardeal Dom Orani João Tempesta, Arcebispo Metropolitano do Rio de Janeiro
Resumo
Eis um dos grandes conselhos preciosos que a Amoris Laetitia (AL) — exortação apostólica pós-sinodal "sobre o amor na família" — nos oferece para intensificar o amor na família. Esse belíssimo documento de nosso papa Francisco não pode ser lido apressadamente, deve ser saboreado a cada momento e a cada instante, pois sempre tiraremos riquezas e mais riquezas dele. Tenhamos em mente que não se trata de um documento sobre doutrina do matrimônio ou sobre doutrina da família; trata-se, na verdade, de um documento sobre o amor em família. Quem o lê percebe a linguagem da experiência e do viver quotidiano. É verdadeiramente um estilo coligado às necessidades de uma renovação, de uma verdadeira conversão de linguagem. Afinal, "o problema não é mudar a doutrina, mas inculturar os princípios gerais, a fim de que possam ser compreendidos e colocados em prática. A nossa linguagem deve animar e convalidar cada passo de cada família real", afirmava o secretário geral do Sínodo, Lorenzo Baldisseri, aos 02 de abril, pela ACI Stampa. E também afırmou que “é preciso recontextualizar a doutrina a serviço da missão pastoral da Igreja. A doutrina é interpretada em relação com o núcleo do kerigma cristão е à luz do contexto pastoral, no qual se aplicará, recordando sempre que a 'suprema lex' deve ser a 'salus animarum". Na realidade, Amoris Laetitia é um documento fruto dos trabalhos dos Sínodos sobre a família - 2014 e 2015. Muito se ouviu e se aprofundou, analisaram a realidade em diversos lugares e, de modo especial, a conjuntura em que a família é chamada como Jesus a ter um comportamento em um amor sem fronteiras, em um amor transbordante e verdadeiramente misericordioso, pois Cristo veio a todos. A misericórdia, а paciência e o acolhimento são a chave para se ler a Amoris Laetitia, uma vez que é a maneira pela qual Deus exprime o Seu amor e é desta maneira que Ele nos convida a Seu seguimento. Os sacerdotes, religiosos(as) e agentes da Pastoral Familiar, do ECC e do Setor da Juventude são os primeiros a estudarem e aprofundarem a magnitude desse documento que traz uma riqueza e uma novidade na abordagem pastoral que é justamente a da misericórdia, a da paciência e do acolhimento, oferecendo esperança em abundância, pois é um chamado à aceitação e ao acompanhamento, à participação e à integração. "O caminho da Igreja é o de não condenar a ninguém; derramar a misericórdia de Deus sobre todas as pessoas que a pedem com coração sincero" (AL 296).
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